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Silvinha Poeta

O corpo fala

Textos


Encontros e despedidas I

Aprendi na vida que em tudo devemos enxergar o lado bom e aprender. Há em certas situações algo que não entendemos porque passamos. Lá na frente entendemos.
Andamos a contar:

Procurando ser feliz, abraçando oportunidades, fui em busca de um amor que conheci em uma viagem a Itália. Era o argentino Marcos, de quem já falei anteriormente.
Um amor arrebatador, trocamos conversa rápida, e algo mais nesta viagem, o que nos atraiu imensamente.
Ele veio ao Brasil em primeiro. Muito amor, carinho e tudo o mais.
Depois, resolvemos que eu iria até ele também. Fui. Nossa, que viagem!
Não. Esperem. No começo não foi um conto de fadas. Esteve mais para novela mexicana, filme de terror, com muito suspense. Nossa!
Primeiro, estava eu já dentro do ônibus com destino a São Paulo, moto no interior, percebi a falta de meu passaporte. Desci correndo, retornei em minha casa e o taxista me indicou um táxi. Sem isso, não chegaria a São Paulo na hora para o voo. Paguei o mesmo preço de ida da viagem aérea. Começa aí uma história de olhar, resiliência e empatia. O menino, o motorista tinha 32 anos e carinha de 18, era simpático e cordialmente passou comigo ao banco tirar dinheiro. Com medo da violência urbana, tirei foto da placa um momento e enviei a meu filho. Ele, Lucas se chamava, era ex-aluno de amigos em uma escola. Muita história das que conheço bem. Pois, chego cedo ao Aeroporto de Guarulhos, SP. Fiz amizade com Ester e Aline, jovens e inteligentes meninas de Brasília que, em férias, iriam a Ushuaia, sul da Argentina. Me ajudaram muito no aeroporto do outro país, já que meu espanhol é ruim. Pois bem. Indo para o embarque depois de fazer o check-in, me perdi no caminho e retornei na saída do aeroporto. Tive que fazer o check-in com raio x, malas revistadas e tudo de novo correndo para não perder o voo, deixo minha mala de mão no corredor e esqueço ali. Resumindo, quase perco o voo e deixei de procurar a mala para não perder o voo. Menos mal, na Argentina junto de meu amor, vejo isso. Em minha bolsa estão todos os documentos, dinheiro, remédios mais necessários e até um pouco de roupas😁
Não para por aí. O voo estava indo bem, até que o piloto fala em microfone que não é possível aterrizar em Buenos AIres porque por lá acontece uma tempestade muito forte e o perigo é iminente. Vamos para Córdoba. Murmúrios gerais entre passageiros, muita ansiedade, uns passaram mal. E vai por aí.
Pois bem. Em Córdoba, um passageiro que passou mal precisou de ajuda médica e ficou na cidade. Fiz amizade, claro, com um casal de idosos muito amorosos que até um café me pagaram. Eu não tinha cartão de crédito. Os pesos argentinos estavam difíceis no Brasil. Devido ao atraso passei fome até ficar em um hotel pago pela empresa aérea. Um hotel lindo, confortável e tudo de bom. Comi pouco e Aerolineas reembolsou o valor dos táxis e o hotel. Em tudo procuro manter a calma e , com bom humor, “flertei” com um atendente do hotel, um gatinho de olhos verdes, que me mirava com olhos de “quero-te hoje a noite”. Era só pra não morrer de tédio, já que meu amor verdadeiro me esperava com paixão. Na saída, murmurei baixinho: “belos olhos!” O moço ficou doido e eu olhando por cima do táxi que ele me ofereceu, pude ler em seus lábios: “quando viene de nuovo”? Ai que respondi “quiçá “?
Aqui mostrarei os desalinhos do destino, não me esquecendo nunca o valor e o motivo passional da viagem. Inesquecível em momentos de amor e de ansiedade e medo ao mesmo tempo.
E continuo.
Desde os idos de Shakespeare com seu Romeu não ouvia que se morre de amor. O amor não me mata. Mas as adversidades a que ele nos leva, desta vez, quase me matou. Voila!
Encontros de amor são sempre clichês e melosos. Desta coisa queria morrer e morreria feliz. Deve estar se perguntando porque falar tanto de morte.
Talvez porque vida e morte são indissolúveis e andem juntos. Tão fortes e incrivelmente visíveis e certos. Aceito e enfrento as duas coisas com bravura e coragem.
Voltando na insólita e inesquecível aventura, depois das noites de amor e reconhecimento do lugar partimos, eu e Marcos para uma região linda e montanhosa, Sarta, Cafayate, Tafi Del Valle, Amaicha, ah , esta última...
Guardo una doppia che si partenza con passion e amore.
Cenas de amor sempre são previsíveis. Também são emocionantes, na verdade. Afinal, por que não acreditar no amor em tempos tão conflituosos?
Resumindo, foi uma viagem inesquecível, “idimenticabile”.
 
Silvinhapoeta
Enviado por Silvinhapoeta em 02/02/2020
Alterado em 02/02/2020
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