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Silvinha Poeta

O corpo fala

Textos

Discurso de posse para a cadeira 31, patrono Cornélio Pires, na Academia Botucatuense de Letras
Boa noite a todos!

Exmo Sr. Presidente da ABL , Sr. Newton Colenci,  exmos confrades e confreiras presentes, exmas autoridades, família e amigos,

É com grande satisfação e ainda com uma responsabilidade infinita que hoje adentro a esta instituição. “Sempre quis, nunca sonhei.”

Sempre quis, nunca sonhei estar aqui entre tantas figuras ilustres da cultura e da educação.
Sempre quis trabalhar e fazer o meu melhor.

Sempre li demais, nunca sonhei poder um dia ser imortal. A imortalidade não existe enquanto ciência. Nem corpórea já que pereceremos, nem espiritual, cientificamente sem funções mentais e cerebrais não há vida,  (há controvérsias), e a imortalidade vicária, esta pela progênie, pois uma parte do genoma de cada pessoa passa para seus descendentes, que por experiências ao discorrer pelas gerações se perde.

Quero e acredito na imortalidade das letras grafadas em papirus, hoje digitalizadas- não podemos fugir disso – na imortalidade das referências, dos valores herdados e deixados aos descendentes. Acredito no exemplo e na força da imaginação que fertiliza gerações. Acredito na imortalidade do exemplo.

Quero agradecer imensamente minha colega, amiga e agora confreira Carmem Lúcia da Silva, minha madrinha primeira e mentora de minha estada aqui neste púlpito. Carmem, gratidão! Ao meu orientador, Sr. Olavo de Godoy,  que, com toda dedicação, me ajudou e incansavelmente me auxiliou neste trabalho.
E sem dúvida, agradecer a natalidade que meus pais, seu Silvio e dona Isaura, aqui presentes me proporcionaram. Quero poder fazer um pouco do que me deixaram de exemplo a meus filhos Eveline e Renan, a meu neto, Francisco, também aqui presentes. E aos irmãos, filhos da mesma linhagem e também parceiros na vida, irmãos Edvaldo, Marcia e Flavia, por ordem de chegada.


Nunca quis, sempre sonhei

Nunca quis, sempre sonhei. Sonhei estudar, sonhei trabalhar, sonhei ser feliz.
Tive escolhas, nem sempre escolhi bem. Mas sonhei um dia encontrar.

Sonhei amar, ser mulher de um homem só. Sonhei formar família e viver o “até que a morte nos separe.”

Sonhei ter uma profissão. Eu a tive. Sonhei ser a melhor profissional. Não sei se fui. Mas fui verdadeira, fui honesta e determinada.

Sonhei abraçar o mundo. Vi que ele era grande demais. Minha envergadura não comportava tanto. Diminui a braçada e a meta. Consegui algo a mais.

No sonho do amor para sempre, tornei-me coadjuvante. Vi que muitos encenam um ato de amor, os outros de discórdia. Muitos, ficção. O final de cena é desconfortante e desencorajador.
Então, aceitei minha obra inacabada. O final do filme não escolhemos, vi que não controlamos nosso destino. Podemos sim ter escolhas, porém o fim é mistério.

Sonhei, sonhei, e continuo sonhando. Sonhando junto e sozinha, sonho. Sem sombras. Consciente e lúcida.
Sonho. E quem sonha projeta, determina-se e aí acontece. Eu creio.
Silvinhapoeta
Enviado por Silvinhapoeta em 17/08/2019
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