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Silvinha Poeta

O corpo fala

Textos

Sinestesia

Todos os órgãos dos sentidos nos são importantes. Como descrever a beleza das flores, as cores do arco-íris ou o azul do céu sem a visão? Como perceber o perigo em certas situações sem a visão periférica? Esta se pode relacionar também ao incerto ou duvidoso. A relação de planos sensoriais pode ser diferente em situações ou culturalmente compreendida de modos pessoais e distintos. Mas é indiscutível sua importância para a vida.
Assim como a visão também o gosto,  o cheiro e o tato são de igual importância.
Sou sinestésica. É um aspecto determinante em minha personalidade. Dou-me esse título pela constatação feita há uns anos em um teste psicológico em um curso educacional do qual participei. Um especialista me disse e não é que é verdade? Tal característica é às vezes traumática, já que sinto com grande emoção até a ovação das multidões em estádios. Mesmo sabendo que nem sempre uma competição é séria – vai aqui uma crítica ao que a própria mídia tem noticiado – chego às lágrimas quando um perde ou quando outro ganha e se emociona. A emoção é minha também.
Não sou racional (poucas vezes, sem estranheza), nem espacial (perco-me facilmente em lugares até conhecidos), sou sinestésica. Tenho facilidade em perceber mau humor repentino, mesmo em pessoas com as quais pouco convivo, de sentir planos ásperos e perigosos, e sentir cheiros. E neste vai aqui o objetivo de nossa “conversa”.
Antes quero falar dos perfumes.  Do latim, fumus, é uma mistura de óleos, álcool e água, cuja função é proporcionar uma agradável e duradoura fragrância de aroma agradável a diferentes objetos, principalmente ao corpo humano. Fragrância é uma mistura de matérias-primas, podem ser extratos de fontes naturais ou produzidas sinteticamente. Referência: https://pt.wikipedia.org/wiki/Perfume#Principais_fam%C3%ADlias_arom%C3%A1ticas_de_fragr%C3%A2ncia. Desde o Egito, aos árabes, passando pelos ingleses, até chegar na França,  onde se cultivavam flores, e ocorreu o grande desenvolvimento da perfumaria até os dias de hoje. Quem não se rende a um “cheiro”? Estonteante em alguns casos, afrodisíacos, enfim.
Nossa conversa é sobre os cheiros e o as lembranças a que eles nos remetem.  Existe coisa mais prazerosa do que um cheirinho de café coado pela manhã antes de nos levantarmos? Esse e outros cheiros me remetem à infância.
Meu pai, sempre madrugador, antes de trabalhar, deixava o perfeito cafezinho na garrafa de casa e mais uma levava para o trabalho. Seu Silvio era pedreiro, daqueles que faziam de tudo na obra. Hoje, percebemos mais especialistas do que propriamente profissionais gabaritados. Nem sempre são bons ao que se propõem fazer. Pois bem, de fundo, sempre o som de um rádio de pilha a música sertaneja raiz. Como éramos felizes e sabíamos!
Vivemos alguns anos presos em nossas próprias casas quando morávamos na capital. Por lá, fui alfabetizada. Por lá, ouvia Ricardo Cocciante, cantor italiano famoso na época, o Programa Gil Gomes no rádio de meu pai, enfim, aprendi o que muitos de minha idade não conheciam. Sempre autodidata, minha brincadeira de bater palmas com meu irmão era o de falar nomes de artistas, um de cada vez, e íamos embora, sem parar, a competição era acirrada.
Aos cheiros: Já imaginaram um doce caseiro sem cheiro? Fazendo uma goiabada caseira, como seria sem esse cheiro tão marcante? Colhemos certa vez nos próprios pés de goiaba. E minha mãe logo foi para a cozinha. Ajudamos a cortar e tirar os “bigatos” – que nojo nos davam! - A salivação vem por instinto, só em pensar. E comer tal iguaria? Feita da fruta colhida manualmente? Isso não tem preço.
Certos cheiros, claro, não são agradáveis. Mas esses a gente dispensa. Bom mesmo é desfrutar do que há de melhor na natureza e usufruir o dom do olfato. Ah, que delícia! Um cheiro, leitores!
Silvinhapoeta
Enviado por Silvinhapoeta em 12/02/2018
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